O tabuleiro do comércio global mudou, e o Brasil moveu-se tarde e mal.
A confirmação da tarifa de 25% pelo USTR, sob a Seção 301, é muito mais que um problema alfandegário.
É o resultado previsível de uma diplomacia estatal que abandonou o pragmatismo técnico para priorizar retóricas ideológicas e conflitos personalistas de palanque.
Enquanto a Fazenda ameaça com uma “Lei de Reciprocidade” que, no final do dia, apenas encarece a vida do consumidor brasileiro e asfixia nossa própria indústria, Washington nos deu uma aula de realpolitik econômica ao isentar mais de 2.100 produtos onde dependem do nosso mercado.
O protecionismo moderno não se combate com notas de repúdio ou revanches emocionais. Combate-se com inteligência comercial, presença ativa nos bastidores e a liderança ativa da nossa diplomacia corporativa privada.
Arraste para o lado para entender a anatomia deste revés e o caminho técnico para reavermos nossa relevância.
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4 dias ago